Dexter da tralha



Cena muito cómica com que me deparei, depois de horas e horas a arrumar o quarto. Parece tiradinha de um episódio de Dexter!
Se nunca viram, experimentem! É que vale muito as horas à frente do ecrã, e então durante aquelas horas mortas de Verão, fica mesmo 5 estrelas.
É uma criação deliciosa, negra e desajustada. Das melhores personagens que já se inventaram para TV.

Coisas da cidade

não, ainda não é desta que regresso aos posts sérios.

Venho só contar aqui uma curta história, que se passou nessa metrópole cosmopolita que é Lisboa! Não é que tava eu a almoçar, e, passados alguns segundos de ter pedido uma mistura de duas bebidas gasosas, o empregado vem confirmar e me pergunta isto assim:


"Então, pra si é um ...
, não é verdade?"


Eu ri-me só um bocadito e depois lá lhe disse que, se não tivesse, podia trazer me um Fidel ou então uma imperial, que com tanta personagem do alto governo, tá-se mesmo a ver que não há fino que chegue...! x)

O cosmos brinca

"Uma mulher [Johanna Ganthaler]que esteve para embarcar no voo 447 da AirFrance, no passado 31 de Maio, morreu esta semana num acidente viação em Kufstein, na Áustria. O marido está em estado grave.
O casal chegou atrasado ao aeroporto perdendo o Airbus
A330 que acabou por se despenhar no Atlântico e vitimar 228 pessoas. O acidente
ocorreu na viagem de regresso a casa. Quando souberam da tragédia, em Munique,
decidiram alugar um carro para se deslocarem até ao país natal, Itália."

in ionline.pt


Esta parece saída de um filme. Qual é a probabilidade destas duas coisas acontecerem em tão pouco tempo?
Eu não acredito que o Universo acerte as contas, prefiro acreditar em cadeias de eventos que levam a acontecimentos, como o facto destes senhores conduzirem um carro que não conheciam, por estradas molhadas da chuva europeia em contraste com o clima brasileiro, e guiados por uma falsa sensação de imunidade pelo facto de se terem atrasado ao voo da Air France uns dias antes. Eu cá acredito nisso.

...Mas caraças, é um abuso cósmico na mesma. =S

Oh, tá enorme.

a sério.

Críticas de cinema, a partir de agora envio para um jornal. LOL niguém vai ler um texto de mil caracteres num blog.

Mas pronto, olhem, é a vida, não tenho mais para onde escrever =P

O parolo foi ao cinema

Já há uns tempos que não escrevia nada de jeito. O que não é garantia que o vá fazer agora. Mas as minhas recentes idas ao cinema, para ver o Anjos e Demónios e, ontem à noite, o Knowing, deixaram-me com vontade de partilhar. Ora, quanto ao Anjos e Demónios, hoje não me apetece muito. Passamos, por isso, ao thriller de ficção-científica e suspense de Alex Proyas.

Fui ver este Knowing ( em portugês, Sinais do Futuro) a saber quase nada do que se ia passar. Tinha Nicolas Cage, o que me despertou um bocadinho a vontade de me entregar ao desconhecido, na esperança de reencontrar o meu herói de adolescência, num género de filme parecido com os que me cativaram de inicio. Filmes como Face-Off e The Rock, ou como Family Man e City of Angels ou ainda o mais recente Matchstick Men.

Mas, se esperava algo dentro de algum desses géneros por parte de Cage, a minha expectativa acerca do que se ia passar foi rapidamente abandonada logo aos 10 minutos de filme. Do realizador Alex Proyas, vi o iRobot, com outro velho amigo, o Will Smith. Pensei em algo do género, virado para o futuro através de uma qualquer profecia do passado. Algo com acção, um bocadinho de intriga (o iRobot tem-na, e não é nada má) e ficava-me por aí. Engano meu. Este Knowing começava sombrio, vagamente perturbador, com uma fotografia excelente e detalhes visuais e musicais assombrosos. Recostei-me, à espera do que havia de vir.
Nicolas Cage é o pai de família dedicado e preocupado. É também um homem culto, professor de astrofísica e descrente em Deus e no propósito no mundo. Ele acredita, desesperadamente, na aleatoriedade, desde o dia em que a sua mulher morreu. Mas as suas convicções estão prestes a ser abaladas no dia em que, na abertura de uma cápsula do tempo que havia sido enterrada 50 anos antes, o seu filho recebe o estranho papel daquela que fora uma estranha criança. Esse papel, recheado de números, é um mapa temporal de tudo o que aconteceu desde essa data para
cá…e daí para diante.

Por esta altura, ao desenhar o filme na minha cabeça, a tal ideia de corrida contra o tempo para impedir a próxima catástrofe não encaixava no estilo denso de narrativa que se estava a construir. E não demorou muito a que as minhas suspeitas fossem confirmadas. Rapidamente o jovem filho de Cage começa a ser visitado por personagens que se escondem no nevoeiro do bosque, muito ao estilo de Shyamalan, e lhe entregam mensagens que vão aos poucos ficando cada vez menos ambíguas e mais assustadoras e reveladoras. O seu papel final, que obviamente não vou revelar, fica durante todo o filme envolto numa névoa assustadora, incorpórea, e que cria uma crescente atmosfera de incerteza no que toca a barreira do real-irreal, em situações e levantar os pêlos do pescoço a qualquer um de nós.

Mas apesar de toda essa força, Proyas tem uma excelente capacidade de colocar em segundo plano a linha de fundo do argumento, enquanto se vão desenrolando os acontecimentos que o pergaminho encerra. Quase que somos desviados para a componente da acção, e esquecemos esse lado sombrio, se não tivermos cuidado. E que cenas fantásticas de acção que este Knowing tem. De facto, as CGI (Computer Generated Images) ganham cada vez mais pontos no cinema e quando são feitas por estúdios de qualidade são tão verosímeis que até assusta. Mas voltando ao filme, não é durante muito tempo que fugimos ao essencial, uma vez que a convergencência das várias intrigas secundárias se torna incontornável. E aí, quando nos começamos a aproximar do final, vamos começando a ficar receptivos a um fecho que certamente vai fugir ao campo do palpável e do compreensível.

Visualmente, e tal como já escrevi, o filme é muito bom. Os jogos de luz e de sombra, a acompanhar sempre o estado de espírito do momento são de um acerto incrível. Desde o seu lado mais sombrio até ao ofuscante brilho do Sol quando abraça a camada de Ozono, garanto que vos fica na cabeça. Mas mais do que isso, o que me prendeu realmente, desconcertantemente, foi a música. Já há muitos anos que não via um filme de suspense com a sonografia tão bem escolhida e montada. Prende. Mesmo, daquele prender fortíssimo, à antiga, à Hitchcock. Tudo junto, com a excelente performance de Cage e dos miúdos, temos um resultado final muito melhor do que o esperado, e que não nos deixa descolar do ecrã.

Porque no fundo de toda a acção, Proyas consegue introduzir a sempre difícil temática da criação, do futuro e do passado. Da imensidão do cosmos e da sua intemporalidade. Fiquei feliz ao ver pozinhos de Shyamalan ao longo de todo o filme. E gostei de um final que me levou de novo ao Artificial Intelligence de Spielberg. Gosto da imaginação de Proyas e da coragem que tem para a trazer para o grande ecrã. O filme não é, de todo, uma obra-prima, é bom que isso fique claro. Mas é um tipo de filme que faz falta, a ficção-científica e a realidade e a teologia precisam de evoluir juntas, de se cruzar, de nos fazer imaginar mais e mais. Porque, na verdade, sabemos hoje que há muito mais coisas possíveis do que impossíveis de acontecer neste planetazinho que deriva à sua sorte, há ziliões de anos, num cantinho infinitamente pequeno do Universo.

Tinha que ser (no walking away)

Não creio que neste momento The National seja propriamente uma novidade para ninguém. A voz e as letras de Matt Berninger são dignas de uma longa linhagem de "singer/songwriters" mas depois misturam-se com uma tremenda capacidade musical por parte dos outros elementos da banda.

Mas vale a pena contar a minha história com os The National.

No ano em que entrei em Medicina, uma colega da minha tia (também ela senhora doutora), com quem eu tive uma pequena conversa um desses dias, pediu-lhe para me entregar um album. Vinha assim dedicado: "Estava no carro, mas está em bom estado. Espero que gostes. E bem vindo ao clube! Mariana"

Na azáfama das malas e fotos e dvd's, ouvi o "Boxer" completamente sem lhe prestar atenção, na viagem de Matosinhos até casa. Guardei-o, levei-o para a Madeira no meio de mil cd's mais importantes e, tal como o Anel de Tolkien, ficou aí guardado até que o universo lhe pegou.

Estava eu a dormitar na sala, um dia, ao som aleatório do imeem ou da last.fm quando de repente fico completamente preso numa música (Fake Empire) e penso "epah, mas que grande música" e passado algum tempo estava já em "epah, mas que grande banda que descobri aqui". Nesse mesmo dia, decidi-me a fazer arrumações no quarto e ... lá estavam eles, à minha espera. Destino ou o caraças. Mas que é estranho, é.

Hoje posso dizer que tenho são um viciozinho. Estudar, dormir, estar. É só lançar o Alligator ou o Boxer e tenho banda sonora pra tudo.

A música aqui em baixo, "Start a War" é provavelmente a mais tranquila delas todas. Não acho que seja a melhor, mas gosto imenso dela apesar de achar que às vezes me persegue um bocadinho incessantemente, como um pedaço de consciência musicado. Aliás, tal como o album me perseguiu até eu parar para o ouvir como ele merecia.






Start A War - The National

We expected something, something better than before.
We expected something more
Do you really think you can just put it in a safe behind a painting, lock it up and leave
Do you really think you can just put it in a safe behind a painting, lock it up and leave

Walk away now and youre gonna start a war
Whatever went away Ill get it over again. Ill get money, Ill get funny again
Whatever went away Ill get it over again. Ill get money, Ill get funny again
Walk away now and youre gonna start a war

Directo ao Inferno x)

Desculpem, fiéis...!
Mas o excessivo tempo livre e a convivência familiar com pessoas duvidosas levam-me a criar estas coisas!
Apresento-vos a melhor proposta possível para a Páscoa da TMN, a apresentar hoje, em plena Sexta-Feira Santa...com o grande finale da ressuscitação daqui a 2 dias =P