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O cosmos brinca

"Uma mulher [Johanna Ganthaler]que esteve para embarcar no voo 447 da AirFrance, no passado 31 de Maio, morreu esta semana num acidente viação em Kufstein, na Áustria. O marido está em estado grave.
O casal chegou atrasado ao aeroporto perdendo o Airbus
A330 que acabou por se despenhar no Atlântico e vitimar 228 pessoas. O acidente
ocorreu na viagem de regresso a casa. Quando souberam da tragédia, em Munique,
decidiram alugar um carro para se deslocarem até ao país natal, Itália."

in ionline.pt


Esta parece saída de um filme. Qual é a probabilidade destas duas coisas acontecerem em tão pouco tempo?
Eu não acredito que o Universo acerte as contas, prefiro acreditar em cadeias de eventos que levam a acontecimentos, como o facto destes senhores conduzirem um carro que não conheciam, por estradas molhadas da chuva europeia em contraste com o clima brasileiro, e guiados por uma falsa sensação de imunidade pelo facto de se terem atrasado ao voo da Air France uns dias antes. Eu cá acredito nisso.

...Mas caraças, é um abuso cósmico na mesma. =S

Bring it on

Acho que foi a primeira vez que pus um vinil a rodar. Aos 22 anos.

Prenda da minha tia Paula, Jeff Buckley's Grace.
Do meu tio Filipe, ficou o gira-discos, empoeirado e cheio de personalidade e de memórias. Obrigado!

Apercebo-me que quanto mais anos passam, mais tempo tenho para apreciar o que já passou. Mais bagagem, mais maturidade, mais vontade de conhecer coisas, sejam longinquas ou recentes.

Por isso venham mais 22, de cada vez, até já estar fartinho disto tudo.
Mas cheira-me que vai demorar! =)


Jeff Buckley
GRACE
Produced, engineered & mixed by Andy Wallace
Columbia e Sony BMG, produced in 1994

Side One
MOJO PIN | GRACE | LAST GOODBYE | LILAC WINE | SO REAL
Side Two
HALLELUJAH | LOVER, YOU SHOULD'VE COME OVER | CORPUS CHRISTI CAROL | ETERNAL LIFE | DREAM BROTHER

they said



" I always like to know everything about my new friends,

and nothing about my old ones. "

Oscar Wilde



. . . sábio.

Parke Harrison's



Inherent in this civilization of consumption and technology is the waste
and destruction of the vulnerable earth. The mythic world we create in our
photographs mirrors our world, where nature is domesticated and
controlled.

The scenes we depict however, display futile attempts to save or rejuvenate
nature. We portray these attempts within our work by inventing machines and
contraptions from junk and obsolete equipment. These contraptions are intended
to help the character we portray to jump-start a dying planet.

We patch holes in the sky, create rain machines, chase storms to create
electricity, communicate with the earth to learn its needs. Within these scenes,
we create less refined, less scientific, more ritualistic and poetic
possibilities to work with nature rather than destroy it.»
Robert and Shana ParkeHarrison

Já os tinha descoberto há algum tempo, mas só agora me lembrei de fazer um post para partilhar. Robert e Shana ParkeHarrison são casados e devem ter uma vida incrivel, quanto mais não seja pela visão que partilham do mundo e do que se passa com ele. O talento é inegável, na capacidade de imaginar e na montagem de cenários que criam.

A personagem desta linha de fotos, "The Architect's Brother", chama-se Everyman e é representado pelo próprio Robert sem no entanto haver qualquer tentativa de auto-retrado. É, isso sim, uma condesação das várias personagens, desde o cientista ao empregado, desde o inventor davinciano ao louco. Um arquetipo de todos os homens, num último momento de lucidez para com o planeta.
Seleccionei estas 4 fotos como podia ter seleccionado tantas outras. A primeira chama-se "Tree Stories" e acho soberba a forma como um só homem tenta captar tudo o que a imensidão de àrvores lhe tenta contar. A seguir, vem "Turning on Spring" que fala por si mesma. Depois, mais complexa, "Breathing Machine"... - É fantástica. O mundo que construímos acaba por nos afundar, obriga-nos a viver debaixo de água e respirar através de uma máquina ligada a uma só preciosa folha guardada numa caixa. Para finalizar, a engenhoca incrível que permite a reflorestação em "The Shower".
Neste link, está o resto desta exposição com o nome de cada foto.
Quando acabarem de absorver tudo o que "Architect's Brother" tem para oferecer, recomendo vivamente uma visita ao site oficial para que explorem as mais recentes exposições. Mas com outra preparação mental. Porque são progressivamente mais coloridas e ao mesmo tempo muito, muito mais sombrias.

Fazedores de Sorte

The Lucksmiths são um grupo de indie pop nascido há 15 anos em Melbourne, Australia. Pensava que a Australia produzia, para mim (sim gosto de pensar que tenho uma linha directa com a Austrália), apenas actores e actrizes que me façam aquele bonding adorável e ilusório de uma co-identidade com alguém que não conhecemos, tipo Russel Crowe e eu (grandes amigos).

Afinal também produz esse tipo de bonding em música, novidade!, (não estavam à espera que eu pussesse aqui Men At Work) e uma destas noites, nas minhas viagens pela insónia e pelo myspace e imeem, descobri estes camaradas. Fazem ligação directa com os meus bem amados Kings of Convenience no estilo, mas são bem mais vivaços e com lyrics bastante diferentes. Contam-me mais histórias (sei que devia ser estórias mas gosto do H) e têm uma sonoridade mais rica graças a um baterista inspirador que abre quase todas as músicas.
Abre, e canta e escreve, é um artista. Chama-se Tali White. Além dele, consta que as lyrics são escritas por todos os elementos, (não numa só canção, cada gajo escreve a sua claro) e isto é algo que diz muito acerca da identidade como banda. Não há muitos baixistas ou segundos guitarristas a escrever músicas para o grupo (o zé pedro dos xutos não conta, porra).

Enfim, ainda não saltam à frente da dupla nórdica nem nada que se pareça, mas estão a ganhar um belo lugar na minha lista preferencial principalmente pelos vários albuns que já têm editados. Gostei de ver que têm como influências os Smiths, Lloyd Cole e Belle & Sebastien, et al.

Lucksmiths - a minha prenda de Natal para vocês, meia dúzia de leitores, e para os meus ouvidos. Sugiro que oiçam "21", "Camera Shy" e "Deep Sea Swimming Suit". Isto, se já não os conhecem, visto que eles andam aí ha quase 20 anos no fim de contas e isso é tempo pa caraças...

Sobre esta música, "Umbrella", tenho a dizer que me faz lembrar aquela parte dos filmes que se passa entre o "tudo perfeito, que acabou" e o "tudo perfeito de novo". A parte em que a acção secundária decorre, mais ou menos coerentemente, com mais ou menos piada, mas que lembra sempre transição mais que estabilidade. Musicalmente, guitarra e harmónica trazem-me à memória uma entrada do Ryan Adams e conquistaram-me. Também gosto da forma vagamente embriagada da letra e da canção em si. Enfim, check it.

lyrics aqui (random site)


Umbrella - The Lucksmiths

Yup it's gone

Gosto imenso do Patrick McDonell.
Gosto do "sweet humour" de Mutts, da cor, do retro das pranchas de domingo e das ideias e sensações.

E da calma que me dá saber que as coisas simples sao as mais verdadeiras.
...E da palavra "yesh" ^^