Quem mos apresentou foi a Joana, sempre a Joana, a rapariga com mais sensibilidade artistica, cultural e homossexual que eu conheço. Adoro a maneira como ela vive e sente. Ás vezes sou um bocadinho assim como ela, mas menos efusivo. Também ninguém é efusivo como a Joana. O que é bom, porque assim o mundo sofre menos danos cerebrais.
Kings of convenience. Foi a Joana que mos apresentou. Mas eu gosto mais deles do que ela.

velas ao vento!


...e vamos para a madeira!


nunca fui muito fã de blogues umbiguistas e unilaterais. No entanto, devo confessar que sempre os li. Por vezes, encontram-se verdadeiros cantinhos de beleza literária, imaginária, artística...mas noutros casos, esses blogues não são mais que uma projecção exterior de uma imagem que não corresponde ao real ou que simplesmente o deturpa para ser uma órbita do próprio escritor. O meu caso, espero, vai de encontro ao primeiro tipo - correndo sempre o risco de ser lido como o segundo...a ver vamos


Razões para esta decisão são mais que muitas. Vejamos... Dois anos em jornalismo deram-me a técnica necessária para exprimir o meu lado comunicativo, ensinaram-me a explorá-lo e compreendê-lo. Deram-me também muitos amigos que vão ficar, obrigatoriamente, sem a minha presença - e eu sei que ela era importante, já que eu sinto a falta deles também. Este blogue é um local de encontro, de partilha. Somos não só o que pensamos e vivemos mas também aquilo de que gostamos e com que nos identificamos. E a net, é, sem qualquer dúvida, o local de excelência para perpetuar a partilha dos bocadinhos de nós que a distância tenta separar.
E parece-me claro que é esse mesmo imenso caminho de mar outra das principais razões para me dedicar ao bloguismo. Afinal, quantas serão as noites de solidão, de pensamentos felizes e infelizes, geniais e atrozmente estúpidos que correm o risco de se perder se não tiver quem me oiça? Não poderia viver com essa culpa!


Releio, e concluo...estou com um discurso denso. É do clima. Aqui é humido e quente. Rima com eloquente. Amanha já devo estar mais palhaço...


Fica por aqui este post! Começa aqui também o diário de um "Cubano" na ilha. Situação caricata, sim, mas essa é uma das palavras mais vezes encontradas na minha história de vida. Será que há conversão possível para nós, "Continentais", aos designios do Governo Regional? Ou Cubano é um estado de vida? Veremos. Até lá, tenho o mar pla janela.