Sunset after study

afinal é uma Tree-bridge, aquela na arrábida.
=)

Meio Janeiro, Um Fevereiro, Meio Março

é oficial.

sou um marrão.

levanto-me às 9h da manhã e vou para a biblioteca até as 20h. Vou a casa, faço jantar e, numa de variar, troco impressões com os meus roomies que não gostam de estudar na biblioteca e ficam os dois em casa a comer os mantimentos comprados para três.

"então, que é que avançaram hoje?!"

"epah, os parasitas intracelulares são fodidos"

"também achei. Já chegaste às listas de antibióticos?"

"Não, aos antibióticos não."


Jantamos e vemos o texugo do malato no jogo duplo. Ás vezes ainda os convenço a ver o Mário Crespo e eles vão na conversa. Quando dá bola, não estudamos.

De resto, quando batem as 23h vou para as salas de estudo da faculdade até as 2h ou às 3h. Os seguranças nunca tão na casinhota deles e chegam sempre com ar esbaforido. Acho que são bichonas.

estou nisto desde Meio Janeiro. E tenho mais Meio Março pela frente. Estou situado, pronto. Estava-me a fazer confusão perder o fio à meada do que ando a fazer com os meus 24x7. Agora que já sei estou mesmo mais tranquilo.

Marrão.

they said



" I always like to know everything about my new friends,

and nothing about my old ones. "

Oscar Wilde



. . . sábio.

Pois é

...se calhar devia ter começado a estudar pra 9 disciplinas mais cedo.




PROCRASTINAR

do Lat. procrastinare

v. tr.,
deixar para o dia de amanhã;
adiar;
protelar;
demorar;
espaçar;
deferir;

v. int.,
usar de delongas.

Parke Harrison's



Inherent in this civilization of consumption and technology is the waste
and destruction of the vulnerable earth. The mythic world we create in our
photographs mirrors our world, where nature is domesticated and
controlled.

The scenes we depict however, display futile attempts to save or rejuvenate
nature. We portray these attempts within our work by inventing machines and
contraptions from junk and obsolete equipment. These contraptions are intended
to help the character we portray to jump-start a dying planet.

We patch holes in the sky, create rain machines, chase storms to create
electricity, communicate with the earth to learn its needs. Within these scenes,
we create less refined, less scientific, more ritualistic and poetic
possibilities to work with nature rather than destroy it.»
Robert and Shana ParkeHarrison

Já os tinha descoberto há algum tempo, mas só agora me lembrei de fazer um post para partilhar. Robert e Shana ParkeHarrison são casados e devem ter uma vida incrivel, quanto mais não seja pela visão que partilham do mundo e do que se passa com ele. O talento é inegável, na capacidade de imaginar e na montagem de cenários que criam.

A personagem desta linha de fotos, "The Architect's Brother", chama-se Everyman e é representado pelo próprio Robert sem no entanto haver qualquer tentativa de auto-retrado. É, isso sim, uma condesação das várias personagens, desde o cientista ao empregado, desde o inventor davinciano ao louco. Um arquetipo de todos os homens, num último momento de lucidez para com o planeta.
Seleccionei estas 4 fotos como podia ter seleccionado tantas outras. A primeira chama-se "Tree Stories" e acho soberba a forma como um só homem tenta captar tudo o que a imensidão de àrvores lhe tenta contar. A seguir, vem "Turning on Spring" que fala por si mesma. Depois, mais complexa, "Breathing Machine"... - É fantástica. O mundo que construímos acaba por nos afundar, obriga-nos a viver debaixo de água e respirar através de uma máquina ligada a uma só preciosa folha guardada numa caixa. Para finalizar, a engenhoca incrível que permite a reflorestação em "The Shower".
Neste link, está o resto desta exposição com o nome de cada foto.
Quando acabarem de absorver tudo o que "Architect's Brother" tem para oferecer, recomendo vivamente uma visita ao site oficial para que explorem as mais recentes exposições. Mas com outra preparação mental. Porque são progressivamente mais coloridas e ao mesmo tempo muito, muito mais sombrias.

Fazedores de Sorte

The Lucksmiths são um grupo de indie pop nascido há 15 anos em Melbourne, Australia. Pensava que a Australia produzia, para mim (sim gosto de pensar que tenho uma linha directa com a Austrália), apenas actores e actrizes que me façam aquele bonding adorável e ilusório de uma co-identidade com alguém que não conhecemos, tipo Russel Crowe e eu (grandes amigos).

Afinal também produz esse tipo de bonding em música, novidade!, (não estavam à espera que eu pussesse aqui Men At Work) e uma destas noites, nas minhas viagens pela insónia e pelo myspace e imeem, descobri estes camaradas. Fazem ligação directa com os meus bem amados Kings of Convenience no estilo, mas são bem mais vivaços e com lyrics bastante diferentes. Contam-me mais histórias (sei que devia ser estórias mas gosto do H) e têm uma sonoridade mais rica graças a um baterista inspirador que abre quase todas as músicas.
Abre, e canta e escreve, é um artista. Chama-se Tali White. Além dele, consta que as lyrics são escritas por todos os elementos, (não numa só canção, cada gajo escreve a sua claro) e isto é algo que diz muito acerca da identidade como banda. Não há muitos baixistas ou segundos guitarristas a escrever músicas para o grupo (o zé pedro dos xutos não conta, porra).

Enfim, ainda não saltam à frente da dupla nórdica nem nada que se pareça, mas estão a ganhar um belo lugar na minha lista preferencial principalmente pelos vários albuns que já têm editados. Gostei de ver que têm como influências os Smiths, Lloyd Cole e Belle & Sebastien, et al.

Lucksmiths - a minha prenda de Natal para vocês, meia dúzia de leitores, e para os meus ouvidos. Sugiro que oiçam "21", "Camera Shy" e "Deep Sea Swimming Suit". Isto, se já não os conhecem, visto que eles andam aí ha quase 20 anos no fim de contas e isso é tempo pa caraças...

Sobre esta música, "Umbrella", tenho a dizer que me faz lembrar aquela parte dos filmes que se passa entre o "tudo perfeito, que acabou" e o "tudo perfeito de novo". A parte em que a acção secundária decorre, mais ou menos coerentemente, com mais ou menos piada, mas que lembra sempre transição mais que estabilidade. Musicalmente, guitarra e harmónica trazem-me à memória uma entrada do Ryan Adams e conquistaram-me. Também gosto da forma vagamente embriagada da letra e da canção em si. Enfim, check it.

lyrics aqui (random site)


Umbrella - The Lucksmiths

Old Pictures

Sometimes, you don't want to be photographed.
Cuz photographs last forever. Even digital ones
Yes, I'm spending my little money printing them all.
I'll magnify, and nail them on the wall, and they'll be there
till i'm so old i'll have to put my glasses over my nose to re-live them.

Yesterday, when I sat in my bed, I looked up to the wall.
(There's a mirror there too, but it was the faces on the photos lookin at me)
You know mirrors just give you back your pretty face
But the guys on the photos, well, those will even give little bites on your soul.
Specially if they feel u're planning on renewing anything.
Specially their place in your wall.

Walls are to fill up. They're not made for renewals.
So I'm gonna look up at my pics again,
tell them I'm sorry, so that they can stop biting me.
And I'm just gonna add some more, throw in some new faces and mix it all
So that I can look at the big picture tomorrow.
Yes, yes. Pictures of the past are the best present I can give myself.